quinta-feira, dezembro 13, 2007

Portugal segundo Bidarra


Neste dia de muita celebração, ficámos a saber que o conceito há anos defendido por Pedro Bidarra para comunicação de Portugal no exterior vai avante. A campanha arranca hoje e já foi apresentada pelo ministro da Economia. Representa, nesta primeira fase de estabelecimento do conceito - poder-se-ia dizer institucional - um investimento de 3 milhões de euros. A ideia gizada por Bidarra é a de ligar Portugal ao conceito de West Coast (da Europa). Geograficamente irrepreensível: Portugal é de facto o extremo Oeste do continente Europeu e faz fronteira com o mar. O que já nos parece menos irrepreensível é a expectativa de que o comum dos mortais associe também a esta ideia de West Coast os valores de progresso, liderança, inovação, modernidade, que estão de facto ligados à West Coast, mas dos Estados Unidos. Não nos parece que seja uma associação universalmente difundida. De toda a maneira, a ideia de ligar Portugal a uma série de rostos conhecidos mundialmente parece-nos eficaz e os valores que se pretende transmitir estrategicamente adequados. O que não nos suscita simpatia é o facto de se ter recorrido aos serviços de um fotógrafo estrangeiro para a execução, assim como o total abandono da paleta cromática identificativa de Portugal. Para além de todas estas consideraçoes, desejamos, obviamente, o maior dos sucessos a este reposicionamento de Portugal interna e externamente. Representa claramente a utilização de uma linguagem diferente e a apropriação de um set de valores originais relativamente àquilo que até aqui se tem feito. Aguardamos com expectativa a fase da campanha mais especificamente vocacionada para o mercado turístico (o exemplo que mostramos é desta primeira fase institucional, que pretende abranger turismo, investimento e comércio)

Portugal Europe's West Coast
Criatividade - BBDO
Fotografia - Nick Knight

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segunda-feira, outubro 15, 2007

Turismo responsável


"Eu era uma turista" de Luísa Cortesão
Assim à pressa e sem saber muito bem do que falar - entre o tanto que há para dizer -, aqui ficam as nossas considerações instantâneas sobre um assunto que nos é muito caro, neste Blog Action Day:

Turismo responsável
O turismo pode ser uma das mais lesivas actividades para o meio ambiente e para a diversidade cultural. E é-o, em grande medida, no nosso país e lá fora. Uma tragédia que não traz muitas vezes para as populações outra contrapartida senão uns quantos postos de trabalho mal pagos e para os países a entrada de dinheiros à custa da destruição da sua integridade cultural e ambiental. Uma situação insustentável, em que nações inteiras tendem a transformar-se em colónias de férias de povos economicamente mais favorecidos. Enquanto consumidores, a nossa escolha é a melhor forma de fazer a diferença. Ideal seria que a oferta de turismo responsável fosse a regra e não a excepção, mas ainda assim não é. Não nos resta senão simplesmente recusar as alternativas que o nosso bom-senso nos ditar serem irresponsáveis. E isso passa por fugir dos mega-empreendimentos que esmagam a paisagem, dos condomínios fechados que isolam o nosso bem-estar da miséria lá de fora, das actividades claramente irresponsáveis ambientalmente. Assim mal alinhavado e bastante emocional, é o contributo que queremos dar para o Blog Action Day (via A Ervilha Cor de Rosa)


Alguns links:
Mó de Vida
Código Mundial de Ética do Turismo (existe! Porque não criar uma distinção a atribuir aos estabelecimentos e/ou empreendimentos cumpridores?)
e o inevitável
Comércio Justo - Cores do Globo (à falta de encontrar o site do próprio - isto está mesmo a ser feito à pressa, desculpem)

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