sexta-feira, julho 20, 2007

Nógados


Ainda da nossa viagem a Mértola, a descoberta dos nógados, uma receita tradicional alentejana que tivemos o prazer de provar no almoço que nos ofereceram, no novo restaurante mesmo ao lado do Centro de Interpretação da Paisagem da Amendoeira da Serra. É difícil imaginar doce mais simples, divertido e lúdico: pequenas bolinhas de uma massa muito simples envoltas em mel e servidas sobre folhas de laranjeira, elas próprias cobertas de mel. Segundo um filho adoptivo da terra, comem-se em três fases: primeiro o nógado propriamente dito, depois lambe-se o mel dos dedos e depois das folhas de laranjeira :). Aqui fica uma das receitas que encontrámos e que nos parece mais próxima do que provámos - não tem é as quantidades para cada ingrediente... Bdfs!

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terça-feira, julho 17, 2007

Mértola



Sexta-feira aventurámo-nos estrada fora para ir a Mértola, bem cedinho, fugindo ao calor que temíamos e porque tínhamos que lá estar às 10.00. Daqui até Mértola a viagem é das antigas, com quilómetros poucos mas intermináveis por estradas esburacadas depois de sair da A2. Correu muito bem a viagem, o calor ainda não abrasava e o Alentejo mostra bem que o ano foi mais fresco e húmido que os anteriores. Andámos pelas Terras do Pulo do Lobo visitando algumas das intervenções que o anterior Quadro Comunitário de Apoio permitiu realizar, a nossa Rota dos Aromas incluída. Foi bom, soube bem, à excepção do choque que foi ver uma delas já vandalizada. E melhor ainda foi saber que estas e outras intervenções que temos acompanhado ou realizado nos últimos anos fazem de facto diferença no dia-a-dia das populações, que a pouco e pouco reencontram orgulho pelas suas terras e motivação para ficar ou regressar. Num perímetro mínimo, abriram recentemente um restaurante e duas empresas de animação turística! Aparentemente vai ser-nos dada oportunidade de continuar o trabalho até agora feito, aproveitando os auspícios do QREN, o novo contacto com o Campo Arqueológico de Mértola e o reforço da ligação à Associação de Defesa do Património de Mértola. Cross our fingers ;) [mais fotos aqui]
P.S. - E depois do QREN (glup)?

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sexta-feira, julho 06, 2007

Terras do Pulo do Lobo


Para ler, clique aqui


Para ler, clique aqui - e esperemos que tenha bons olhos;)

O Plano de Intervenção Terras do Pulo do Lobo, no qual se integra a nossa Rota dos Aromas, vai ser encerrado no próximo dia 13, sexta-feira ;P. Tecnicamente falando, tratou-se de uma "Candidatura à Medida AGRIS - medida de Agricultura e Desenvolvimento dos Programas Regionais - Acção nº 7: Valorização do Ambiente e do Património Rural - Sub. Acção 7.1. Recuperação e Valorização do Património, da Paisagem e dos Núcleos Populacionais em Meio Rural" - uffffffffff. Quer isto dizer que foram executados 19 projectos de investimento parcialmente financiados com fundos comunitários, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida das populações de uma área de 16.000 ha no concelho de Mértola. Mais um passo na longa caminhada que neste concelho se tem tentado fazer contra os ventos e marés da desertificação humana e ambiental e pela preservação do rico património natural, histórico e arqueológico (veja-se este post, este, este ou este). O que aqui apresentamos é o folheto que assinala o encerramento dos trabalhos e ficará como material de divulgação das intervenções efectuadas, para locais e visitantes. É um desdobrável no formato de 55x38 cm que pode ser utilizado como folheto e como cartaz. Um trabalho low-budget / low-resources efectuado com muito gosto para a Associação de Defesa do Património de Mértola.

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segunda-feira, março 26, 2007

Arquitecturas




O Jornal Arquitecturas noticiou a Rota dos Aromas na sua edição de Fevereiro (para ler, clique aqui). Entretanto, a inauguração será em Junho, mas a Rota já lá está, pronta a ser vista e cheirada, e no seu melhor nestes meses de Primavera.

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quarta-feira, março 21, 2007

Rebuçado de Portalegre

Chegámos através da Hilda e rendemo-nos ao encanto destes rebuçados de ovo de receita conventual. Um trabalho de branding já consistente foi efectuado, como se pode ver pelo logótipo que reproduzimos aqui, assim como pelo packaging e o próprio site, embora este último esteja ainda a ser finalizado. Estão de parabéns pela aposta no design e marketing, bem visível na extensa lista de locais de venda em vários pontos do país. Um exemplo (a seguir) do que se pode fazer com estas preciosidades nacionais.

Ah, e para os noivos que nos visitam, não deixem de considerar a oferta destes apetitosos rebuçados como lembrança do vosso casamento. A nós, fica-nos a vontade de os provar.



» O que é nacional é bom

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segunda-feira, janeiro 22, 2007

Amendoeira da Serra - Centro de Interpretação da Paisagem


Nas mesas-dossier folheia-se informação sobre a paisagem


A mesa-mapa apresenta os percursos sugeridos

De uma antiga escola primária da aldeia da Amendoeira da Serra, agora vazia por falta de crianças, fez-se um Centro de Interpretação da Paisagem que propõe guiar os sentidos daqueles que queiram experimentar a magnífica paisagem da região. Um projecto multidisciplinar, levado a cabo por uma equipa diversa na qual nos integrámos. Design e comunicação ficaram a nosso cargo, além de termos tido o prazer de participar na génese das ideias que deram origem ao Centro. No concelho de Mértola, Alentejo, Portugal.

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terça-feira, janeiro 09, 2007

Irmãos Ginja



Numa oficina do Museu Municipal de Estremoz, os irmãos Afonso e Arlindo Ginja dão ao barro algumas das mais belas formas que lhe conhecemos. Começam por escavá-lo, amassam-no com os pés e deixam-no a enxugar para o Inverno. Fazem depois uma mistura de três variedades, o amarelo, o castanho e o vermelho, em proporções adequadas. As tintas são também de fabrico artesanal, misturadas com resina de pinheiro. A cozedura leva cerca de 15 horas e o acabamento é feito com uma patine de goma-laca e álcool puro. "O amor é cego e fala com o coração nas mãos" está na nossa lista de maiores desejos. Vejam se não é uma delícia.

» O que é nacional é bom

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Além Tejo


Vinho guardado em pipos de barro, Restaurante O Pipo, Vila Viçosa

Ervas aromáticas secando, no dito restaurante

No Café Alentejano, no Rossio de Estremoz, come-se em pratos assim

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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Obra feita


Painel informativo para o muro (para ver melhor, clique aqui)


Acabando o muro em taipa


Espaço quase terminado em Corte Gafo de Cima


À conversa

Da última vez que fomos a Mértola, ainda se estava nos acabamentos, mas a Rota dos Aromas já tinha forma. Dois anos depois de começar a ser pensados, os jardins de aromas esperavam somente a colocação das placas informativas para ser inaugurados. A população das quatro localidades (Amendoeira da Serra, Mosteiro, Corte Gafo de Cima e Corte Gafo de Baixo) não esperou pelas formalidades e as obras foram sendo acompanhadas de perto por todos quantos vinham dar dois dedos de conversa ou inteirar-se do que se passava.

Terras do Pulo do Lobo
Rota dos Aromas designa um percurso peculiar por estas localidades do concelho de Mértola, elas próprias também bastante particulares. De há uns anos para cá, sob impulso da Câmara Municipal e da Associação de Defesa do Património de Mértola, estas povoações têm sido objecto de diversas intervenções com o objectivo de contrariar a tendência de desertificação humana (na Amendoeira da Serra, por exemplo, habitam neste momento somente 40 pessoas, praticamente todas idosas) e melhorar a qualidade de vida das populações. O conjunto de intervenções feitas e previstas agrupa-se sob o nome de Terras do Pulo do Lobo - Um salto em frente, plano de intervenção para o qual temos vindo a trabalhar.

Aromas e sabores
À semelhança do que sucede no Centro de Interpretação da Paisagem da Amendoeira da Serra, por cuja imagem e comunicação fomos responsáveis, também na Rota dos Aromas se apela a uma vivência sensitiva da região. Todos são convidados a apreciar os aromas e, numa associação quase inevitável, os sabores das Terras do Pulo do Lobo. Para isso projectaram-se - com a componente arquitectónica a cargo de Cristina Sousa Uva, Arquitectura Paisagista - espaços de lazer e fruição adequados para locais e visitantes.

Cozinha, mezinhas, cheiros e mel
Cada um dos jardins obedece a um tema. Cozinha, mezinhas, cheiros e mel foram os assuntos escolhidos. Em todos eles as ervas aromáticas e medicinais têm um papel principal e as práticas e saberes tradicionais são predominantes. Nos grandes painéis colocados sobre os muros de taipa, pequenos textos divulgam os aspectos mais relevantes de cada tema. Nos canteiros, placas informativas identificam as espécies plantadas e documentam os seu usos e características. A nossa Rota dos Aromas permitiu-nos assim trazer para a ribalta uma fracção do rico património etnográfico desta região. Por isso estamos satisfeitas.
Mais fotos aqui

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segunda-feira, maio 22, 2006

Encontrámos uma jóia na planície alentejana

LISBOA

"Lisboa és tão bonita
Mas nem todos gostam de ti
Cortaram-te as raízes,
Foi isso mesmo que eu vi.

Cada vez tens mais peso,
Como podes suportar.
Estás furada por baixo,
E toda suspensa no ar.

Tens vigas muito fortes,
com muito ferro e betão.
Os pilares são as tuas pernas,
Mas estão sentados em vão.

Em mil setecentos e cinquenta e cinco,
Ficaste quase arrasada.
E agora o que será,
Estás num cabo pendurada.

Tens muitos parques subterrâneos,
E tens o metropolitano.
Tens caves e subcaves,
E tens um grande erro humano"

Assim ditou Francisco João Paulino. Depois virou livro, juntamente com mais de uma centena de outras poesias. Chama-se Foi um Sonho este meu Livro, Poesia Popular e asseguro-vos que nos fez rir e chorar (agora até rimámos). O autor sabe ler mas não sabe escrever, publicou este primeiro livro há uns três anos e agora procura quem o ajude a editar um outro para o qual já tem trabalho feito. A inspiração encontra-a em cima da sua lambreta e os poemas pede depois a alguém que os escreva. Encontrámo-lo à porta da Câmara Municipal de Mértola, à espera de ajuda para pôr os textos numa diskette. A conversa que se seguiu foi surpreendente e enternecedora. O sr. Francisco João gostava mesmo de ver estes novos poemas publicados e para isso pensou oferecê-los a uma instituição sem fins lucrativos que deles fizesse livro e ficasse com os lucros das vendas. Prometemos tentar ajudar e despedimo-nos com vontade de mais.

Foi um Sonho este meu Livro, Poesia Popular
Francisco João Paulino
Depósito legal 229028/05

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