sexta-feira, novembro 23, 2007

Cramol


O que vamos "ouver"* esta noite. (foto roubada ao site dos Attambur :P)
* Obrigado ao Simão Costa, dos Miso Music, pelo conceito

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sexta-feira, julho 20, 2007

Nógados


Ainda da nossa viagem a Mértola, a descoberta dos nógados, uma receita tradicional alentejana que tivemos o prazer de provar no almoço que nos ofereceram, no novo restaurante mesmo ao lado do Centro de Interpretação da Paisagem da Amendoeira da Serra. É difícil imaginar doce mais simples, divertido e lúdico: pequenas bolinhas de uma massa muito simples envoltas em mel e servidas sobre folhas de laranjeira, elas próprias cobertas de mel. Segundo um filho adoptivo da terra, comem-se em três fases: primeiro o nógado propriamente dito, depois lambe-se o mel dos dedos e depois das folhas de laranjeira :). Aqui fica uma das receitas que encontrámos e que nos parece mais próxima do que provámos - não tem é as quantidades para cada ingrediente... Bdfs!

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sexta-feira, junho 15, 2007

Sardinhámos



Eu sardinhei, eles sardinharam, nós sardinhámos*, e que bom foi. Assim vamos tentar conjugar o mês de Junho, para compensar os anos de penúria em que os Santos nos passaram ao lado. Desculpem-nos qualquer ausência.

*Na Rua da Cova da Moura, perto do Palácio das Necessidades em Lisboa.

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terça-feira, junho 12, 2007

Nº 17 - especial Santos Populares


Dizem duas raparigas altas... Boa noite de Santo António!

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quinta-feira, maio 17, 2007

Quinta-feira de ascensão

terça-feira, abril 03, 2007

Mala de cartão



Lisboa - a outra margem

E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.

Poema de Maria Rosa Colaço que os Trovante musicaram

Agora, dão-lhes outros usos. WIP para o Festival Internacional de Artes de Rua 2007.

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sexta-feira, março 09, 2007

Fruticoop




A Fruticoop - Cooperativa Agrícola de Fruticultores de Lagos, chegou-nos com a necessidade de criação de uma identidade, de uma acção de divulgação desta nova identidade entre os cooperantes e de uma acção promocional junto do público para os figos e amêndoas comercializados. No decorrer do processo, criou-se também um selo autocolante distintivo dos frutos secos produzidos pelos membros da cooperativa, assim como da doçaria tradicional com eles elaborada. O objectivo destes selos era, colocados nas diferentes embalagens apresentadas ao mercado, emprestar pertença ao projecto da Fruticoop. A divulgação e incentivo à compra de figos e amêndoas fez-se através de uma brochura na qual, além de se fazer um enquadramento histórico e técnico da produção destes frutos na região do Algarve, se forneciam receitas em cuja composição eles entravam. Editaram-se igualmente estas receitas em formato de postal. Aos membros da cooperativa fez-se o envio de um mailing constituído pela brochura acompanhada de uma carta introduzindo a nova identidade da Fruticoop.
Trabalho efectuado com Rita Alegria

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segunda-feira, janeiro 29, 2007

Associação dos Balurcos


Logótipo

Desenvolvimento de identidade e aplicação em estacionário básico (papel de carta, envelopes e cartão de visita) para a Associação de Solidariedade Social, Desporto e Arte dos Balurcos (Alcoutim). O trabalho aprovado difere do aqui apresentado por divergências de opinião, o que por vezes acontece, como saberão os que trabalham nestas coisas.

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terça-feira, janeiro 09, 2007

Irmãos Ginja



Numa oficina do Museu Municipal de Estremoz, os irmãos Afonso e Arlindo Ginja dão ao barro algumas das mais belas formas que lhe conhecemos. Começam por escavá-lo, amassam-no com os pés e deixam-no a enxugar para o Inverno. Fazem depois uma mistura de três variedades, o amarelo, o castanho e o vermelho, em proporções adequadas. As tintas são também de fabrico artesanal, misturadas com resina de pinheiro. A cozedura leva cerca de 15 horas e o acabamento é feito com uma patine de goma-laca e álcool puro. "O amor é cego e fala com o coração nas mãos" está na nossa lista de maiores desejos. Vejam se não é uma delícia.

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Além Tejo


Vinho guardado em pipos de barro, Restaurante O Pipo, Vila Viçosa

Ervas aromáticas secando, no dito restaurante

No Café Alentejano, no Rossio de Estremoz, come-se em pratos assim

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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Obra feita


Painel informativo para o muro (para ver melhor, clique aqui)


Acabando o muro em taipa


Espaço quase terminado em Corte Gafo de Cima


À conversa

Da última vez que fomos a Mértola, ainda se estava nos acabamentos, mas a Rota dos Aromas já tinha forma. Dois anos depois de começar a ser pensados, os jardins de aromas esperavam somente a colocação das placas informativas para ser inaugurados. A população das quatro localidades (Amendoeira da Serra, Mosteiro, Corte Gafo de Cima e Corte Gafo de Baixo) não esperou pelas formalidades e as obras foram sendo acompanhadas de perto por todos quantos vinham dar dois dedos de conversa ou inteirar-se do que se passava.

Terras do Pulo do Lobo
Rota dos Aromas designa um percurso peculiar por estas localidades do concelho de Mértola, elas próprias também bastante particulares. De há uns anos para cá, sob impulso da Câmara Municipal e da Associação de Defesa do Património de Mértola, estas povoações têm sido objecto de diversas intervenções com o objectivo de contrariar a tendência de desertificação humana (na Amendoeira da Serra, por exemplo, habitam neste momento somente 40 pessoas, praticamente todas idosas) e melhorar a qualidade de vida das populações. O conjunto de intervenções feitas e previstas agrupa-se sob o nome de Terras do Pulo do Lobo - Um salto em frente, plano de intervenção para o qual temos vindo a trabalhar.

Aromas e sabores
À semelhança do que sucede no Centro de Interpretação da Paisagem da Amendoeira da Serra, por cuja imagem e comunicação fomos responsáveis, também na Rota dos Aromas se apela a uma vivência sensitiva da região. Todos são convidados a apreciar os aromas e, numa associação quase inevitável, os sabores das Terras do Pulo do Lobo. Para isso projectaram-se - com a componente arquitectónica a cargo de Cristina Sousa Uva, Arquitectura Paisagista - espaços de lazer e fruição adequados para locais e visitantes.

Cozinha, mezinhas, cheiros e mel
Cada um dos jardins obedece a um tema. Cozinha, mezinhas, cheiros e mel foram os assuntos escolhidos. Em todos eles as ervas aromáticas e medicinais têm um papel principal e as práticas e saberes tradicionais são predominantes. Nos grandes painéis colocados sobre os muros de taipa, pequenos textos divulgam os aspectos mais relevantes de cada tema. Nos canteiros, placas informativas identificam as espécies plantadas e documentam os seu usos e características. A nossa Rota dos Aromas permitiu-nos assim trazer para a ribalta uma fracção do rico património etnográfico desta região. Por isso estamos satisfeitas.
Mais fotos aqui

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sexta-feira, outubro 06, 2006

Popias


Popias de espécie (?) ou caiadas

Como muitas outras palavras ouvidas no Alentejo, estas "popias" não se encontram no dicionário, pelo que a nós nos ficou a dúvida da sua correcta ortografia. Entre "pupias" e "popias" optámos pela segunda, mais redonda opção, com o seu "o" a evocar a forma destes biscoitos. Os da fotografia comprámos em Castro Verde e eram uma delícia. Sequinhos e parcialmente cobertos com uma calda que lhes dá o branco de onde vem o nome de "caiadas". Há muito que tínhamos ouvido falar delas, mas nunca as tínhamos provado. Mereceram bem a fama que tinham. Para experimentar em casa, clique aqui.

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segunda-feira, outubro 02, 2006

Cooperativa oficina de tecelagem de Mértola


Lã cardada pronta a fiar e já no fuso


Tear com a teia montada e alforge de lã com "pés de galinha" bordados

A nossa mais recente ida a Mértola - por conta de uma cada vez mais deliciosa Rota dos Aromas, da qual em breve daremos mais notícia - trouxe-nos uma agradável surpresa. Fomos desafiadas a elaborar uma estratégia de dinamização para a Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Esta Cooperativa data dos anos 70, quando Mértola enveredou pelo rumo que ainda hoje a caracteriza. A par dos núcleos museológicos, a tecelagem é o mais carismático projecto destes tempos, uma espécie de jóia da coroa, agora ameaçada. Nesta cooperativa se produzem as tradicionais mantas de lã alentejanas. O material exclusivamente utilizado é lã virgem, preferencialmente proveniente de tosquia manual (já que a tosquia mecânica queima parte da lã devido ao aquecimento da máquina). Esta lã percorre depois um percurso inimaginavelmente moroso até chegar ao tear. Como gentilmente nos explicaram D. Adélia e as duas D. Helena, depois de obtido o velo (a lã tal como sai da ovelha), ele é levado para o rio para ser limpo. É lavado em cestas colocadas dentro de panelões, com água previamente aquecida mas que não pode ferver. Enxaguado em água fria corrente, coloca-se depois ao sol para secar. A lã é então batida com uma vara, para "abrir". Segue-se uma operação manual de limpeza, para retirar todas as impurezas. Para que ganhe "fio" (elasticidade), acrescenta-se uns pingos de azeite antes de se proceder à cardação. Uma vez cardada, a lã está pronta para ir à roda de fiar, onde as mãos experientes da D. Vitorina conseguem obter todo o tipo de fio necessário para os diferentes trabalhos. Feita a meada, num instrumento chamado sarilho, lava-se ainda a lã com sabão azul e branco para lhe retirar o azeite. Só neste momento está pronta para fazer novelos e ir depois para o tear. A operação de tecelagem pareceu-nos tão complexa que nem uma descrição capaz conseguimos dar. O que é certo é que dali saem peças lindíssimas, reproduzindo padrões tradicionais também encontrados na tecelagem do Norte de África.
Talvez dê para perceber pela extensão do post o entusiasmo que este projecto nos traz. O risco iminente do desaparecimento desta arte é motivação adicional para nos deitarmos ao trabalho. A ver vamos se os apoios e financiamentos necessários chegam. Pela nossa parte, dificilmente poderíamos ter recebido mais tentadora proposta de trabalho.

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segunda-feira, julho 03, 2006

Cultura popular


Chavão ou pintadeira

À conta de uma Rota que há-de vir a ser dos Aromas por terras do Baixo Alentejo, andamos a navegar pela cultura popular portuguesa. Entre outros achados, aqui fica, em imagem, um chavão ou pintadeira com que, principalmente no Alentejo, se marcava a massa do pão ou bolos. Supomos nós que essa prática se destinava a que os vários utilizadores dos fornos comunitários soubessem que pão era o seu, entre todos os outros que juntos iam a cozer. Pusemos as mãos na massa (de moldar) e o resultado está à vista. Magnífico. Resta acrescentar que estas pequenas obras de arte para uso quotidiano saíam das mãos dos pastores, que com os seus trabalhos de entalhe em madeira matavam o tempo nas horas longas da pastorícia.

At-Tambur (música, instrumentos)
Canto da Terra (letras de músicas populares, entre outros)
Folclore de Portugal
Jogos infantis
A Arte Popular em Portugal, dir. Fernando de Castro Pires de Lima, Editorial Verbo, sd

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quinta-feira, junho 01, 2006

Dia da criança



Qanda Farnanda Sátama asava palatá
Quende Fernende Séteme eseve peleté
Quindi Firnindi Sitimi isivi piliti
Qondo Fornondo Sótomo osovo polotó
Qundo Furnundu Sutumu usuvu pulutu
Qanda Fernende Sitimi osovo pulutu
Pulutu
Osovo pulutu

E agora, meus amiguinhos, qual será a a frase original? Para aqueles que ainda se lembram do aeiou...

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segunda-feira, maio 22, 2006

Encontrámos uma jóia na planície alentejana

LISBOA

"Lisboa és tão bonita
Mas nem todos gostam de ti
Cortaram-te as raízes,
Foi isso mesmo que eu vi.

Cada vez tens mais peso,
Como podes suportar.
Estás furada por baixo,
E toda suspensa no ar.

Tens vigas muito fortes,
com muito ferro e betão.
Os pilares são as tuas pernas,
Mas estão sentados em vão.

Em mil setecentos e cinquenta e cinco,
Ficaste quase arrasada.
E agora o que será,
Estás num cabo pendurada.

Tens muitos parques subterrâneos,
E tens o metropolitano.
Tens caves e subcaves,
E tens um grande erro humano"

Assim ditou Francisco João Paulino. Depois virou livro, juntamente com mais de uma centena de outras poesias. Chama-se Foi um Sonho este meu Livro, Poesia Popular e asseguro-vos que nos fez rir e chorar (agora até rimámos). O autor sabe ler mas não sabe escrever, publicou este primeiro livro há uns três anos e agora procura quem o ajude a editar um outro para o qual já tem trabalho feito. A inspiração encontra-a em cima da sua lambreta e os poemas pede depois a alguém que os escreva. Encontrámo-lo à porta da Câmara Municipal de Mértola, à espera de ajuda para pôr os textos numa diskette. A conversa que se seguiu foi surpreendente e enternecedora. O sr. Francisco João gostava mesmo de ver estes novos poemas publicados e para isso pensou oferecê-los a uma instituição sem fins lucrativos que deles fizesse livro e ficasse com os lucros das vendas. Prometemos tentar ajudar e despedimo-nos com vontade de mais.

Foi um Sonho este meu Livro, Poesia Popular
Francisco João Paulino
Depósito legal 229028/05

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quarta-feira, maio 17, 2006

Bonecada


Bonecos de Santo Aleixo - Auto da criação do mundo
(parte da programação da Fimfa Lx 06)

Por uma questão de actualidade, Monstra e Fimfa, por razões do coração, Muppets. A verdade é que nunca deixámos de brincar com bonecos.

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