terça-feira, outubro 14, 2008

Nº 20



Este ferro arrefeceu. Vamos malhar para outro lado. Novas coordenadas seguem atempadamente. Beijos a todos.

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segunda-feira, janeiro 28, 2008

A Eva já não casa

A Evatrai vai suspender a actividade relacionada com casamentos. Será uma interrupção por tempo indeterminado relacionada com opções profissionais. Pelo mesmo motivo, a nossa loja está também encerrada. Não venderemos mais nenhum dos produtos já criados nem lançaremos novos.

Iremos dedicar-nos à área de serviços, que ficou em segundo plano nos últimos anos mas em que pretendemos agora investir de uma forma mais exclusiva o nosso tempo e dedicação.

A todos os casais que ao longo destes anos decidiram celebrar o seu casamento com os nossos materiais, um muito obrigada. Foi um prazer acompanhá-los nesse momento especial das suas vidas.

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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Post de ano novo II


La Brasserie de l'entrecôte do Parque das Nações vista por Thomas van Keulen (7 anos)
Intenções, balanços... aqui pela Evatrai o tempo é mais de tomar fôlego.
O ano começa lentamente em termos de trabalho para quem tem uma mudança para fazer. Vamos sair do atelier onde estivemos nos últimos 3 anos.
É incrível a quantidade de coisas que o ser humano tem a capacidade de acumular à sua volta. Esta faceta recolectora é contraproducente nestes tempos de mobilidade. Algo que nos apetece contrariar; viver tão minimais quanto possível, sem muito lastro à nossa volta.
Idealizámos o nosso escritório perfeito: uma roulotte ou homecar, ligações wireless à internet e o mundo como endereço.
Se calhar é este o desejo para 2008: liberdade para estarmos onde podemos fazer algo de útil e belo. Bom ano para todos!

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sexta-feira, novembro 23, 2007

O Guardador da Ilha


Foto retirada do site da Câmara Municipal do Corvo


O Guardador da Ilha

Há homens com quem se pode aprender a ver aquilo que dentro de nós existe e não sabíamos. Reconhecemo-los pelo olhar. Quando se aproximam, a noite reflecte-se clara nos nossos rostos. Têm gestos lentos, precisos, como os dos deuses marinhos que habitaram, além, no mar rente à ilha. Às vezes, quando à hora do calor durmo debaixo duma árvore, aparecem-me em sonhos. Contam que são homens sempre de passagem. Não pertencem a lugar nenhum e raramente pernoitam duas vezes de seguida no mesmo sítio. São homens errantes e muito antigos. Deslocam-se como se fossem sombras. Transportam no coração a euforia de quem viaja. Uma noite conheci um desses homens e toquei-lhe. Veja a queimadura que me deixou nos dedos. Está a ver? Por isso não saio daqui. Guardo e vigio a ilha - como se ela precisasse do meu olhar para se manter um ser vivo. Passo os dias dizendo, em voz alta, os nomes das plantas e dos animais, assim... como se rezasse. E, uma noite, do fundo marinho da ilha virá outro homem, ou um deus, para me ensinar mais coisas sobre estas terras.Vivo nesta charneca que se estende na Cabeça da Cabra até ao mar. Olho fixamente a ilha, mesmo durante a noite, quando ela tem o perfil duma cabeça deitada sobre as águas. Deixo a vida escoar-se ao ritmo das migrações das aves. E ao fim de muitos anos descobri que a ilha é um lugar que cresceu, misteriosamente, dentro de mim. O meu corpo transformou-se em ilha. Olho a ilha, sou a ilha. Mas não te quero demorar mais. Se quiseres, antes de seguires viagem, ensino-te os nomes dos animais. E se me deres a tua mão, queimar-te-ei os dedos, exactamente como queimaram os meus. Depois, poderás partir por essa linha litoral traçada pelo fogo da pele.

In "O Anjo Mudo" de Al Berto (Assírio&Alvim)

A Evatrai Craft Design foi convidada a participar num concurso público para dotar o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo de equipamento e programa educativo. Andamos a guardar a ilha do Corvo, a ver se também a nós ela nos cresce cá dentro.

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quarta-feira, novembro 21, 2007

Velha infância*


Pierre Pratt

Como tornámos público, há uma (grande) parte de nós que se recusa a abandonar a infância. Aliás, nem sabemos muito bem que coisa seja essa de abandonar a infância. Está claro que pagamos as nossas despesas, gerimos casas, criamos filhos, saímos à noite, tudo coisas que não se faz quando se é criança. Mas tudo isso nos parecem pormenores técnicos, capacidades que a idade, os estudos, a experiência e o tamanho nos trouxeram. Quando procuramos o nosso centro, ele não está longe da vivência infantil. Continuamos a acreditar na plasticidade de um mundo que está mesmo a pedir que brinquemos com ele e a sentir uma curiosidade quase incoveniente por tudo o que nos rodeia. A escolha das nossas profissões não esteve com certeza longe da necessidade de satisfação destes impulsos. Nas próximas vidas, não nos importávamos de ser ilustradoras ou fotógrafas. Quem sabe ainda nesta. Também continuamos a ter uma fé quase ingénua no que a vida tem para nos dar.

P.S. - Se calhar é nos "quases" que nos fica a maturidade

*Roubado aos Tribalistas

Putos de quem gostamos (assim o que nos vem neste momento à cabeça, não desfazendo)
Pierre Pratt (ilustração)
João Vaz de Carvalho (ilustração)
Jorge Colombo (pluridisciplinar)
Adriana Calcanhotto (música)
Jim Henson (animação)
Jacques Prévert (escrita)
Eça de Queiroz (escrita)
Cartier-Bresson (fotografia)
Daniel Blaufuks (fotografia)

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sábado, outubro 27, 2007

Nº 18


E assim nos resolve a sabedoria popular - eterna fonte de consolo - eminentes feridas no ego, tão difíceis de sarar...

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quarta-feira, setembro 12, 2007

Rentrée


Está a ser difícil desmontar o acampamento, mas estamos a regressar ;)

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terça-feira, julho 17, 2007

Mértola



Sexta-feira aventurámo-nos estrada fora para ir a Mértola, bem cedinho, fugindo ao calor que temíamos e porque tínhamos que lá estar às 10.00. Daqui até Mértola a viagem é das antigas, com quilómetros poucos mas intermináveis por estradas esburacadas depois de sair da A2. Correu muito bem a viagem, o calor ainda não abrasava e o Alentejo mostra bem que o ano foi mais fresco e húmido que os anteriores. Andámos pelas Terras do Pulo do Lobo visitando algumas das intervenções que o anterior Quadro Comunitário de Apoio permitiu realizar, a nossa Rota dos Aromas incluída. Foi bom, soube bem, à excepção do choque que foi ver uma delas já vandalizada. E melhor ainda foi saber que estas e outras intervenções que temos acompanhado ou realizado nos últimos anos fazem de facto diferença no dia-a-dia das populações, que a pouco e pouco reencontram orgulho pelas suas terras e motivação para ficar ou regressar. Num perímetro mínimo, abriram recentemente um restaurante e duas empresas de animação turística! Aparentemente vai ser-nos dada oportunidade de continuar o trabalho até agora feito, aproveitando os auspícios do QREN, o novo contacto com o Campo Arqueológico de Mértola e o reforço da ligação à Associação de Defesa do Património de Mértola. Cross our fingers ;) [mais fotos aqui]
P.S. - E depois do QREN (glup)?

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quinta-feira, junho 28, 2007

Flip to love



Mais um dos nossos modestos sonhos prestes a realizar-se. Andamos às voltas com uma coisa maravilhosa chamada Flip books para responder a uma encomenda que nos fizeram. Depois daremos conta dos resultados. Para já, aqui fica: tudo sobre Flip books, com muitas animações para ver.

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segunda-feira, maio 14, 2007

Technonerd


No comments. Foto da copy, computador da designer, segunda-feira de manhã ;)

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quarta-feira, maio 09, 2007

Nº 15



Porque sim e do mais sabemos nós ;)

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quarta-feira, março 14, 2007

Business angels

Ontem pegámos no nosso meeting-kit e estivemos entre os anjos materialistas que falam de investimentos, revenue, break-even point e outros que tal. Foi o encontro do Estoril da Semana Nacional de Business Angels, organizada pela FNABA. Esclarecedor, estimulante e apaixonante. Em Portugal ainda há poucos anjos, se calhar também não há assim tantos promotores, mas as vocações parecem despertar. Divino!

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terça-feira, março 13, 2007

Publicidade


Nós que fizemos tanta publicidade para outros nunca fizemos para nós próprias, isto é, nunca veiculámos anúncio algum da marca Evatrai Craft Design. Até que a era da informação nos piscou o olho e não resistimos. Não resistimos ao baixo custo, à facilidade de configuração, à medição directa dos contactos e já está: aderimos ao AdWords do Google. E, conforme podem ver aqui mesmo ao lado, abrimos o espaço do nosso blogue à colocação de anúncios - que à partida deveriam ter a ver com o conteúdo que veiculamos, mas parece que ainda andam um pouco perdidos... Cada clique nestes anúncios é um rendimento extra para financiar os nossos projectos por concretizar.
À tarde vamos estar por aqui. Até amanhã!

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sexta-feira, março 02, 2007

Imaginação criadora


Vai fazer daqui a uns dias 47 anos que o Rotary Clube do Porto realizava uma palestra com o título de "Imaginação criadora", da autoria de Manuel Barbedo de Magalhães. Pela grata coincidência de o autor ser avô de uma de nós, possuímos uma transcrição desta palestra e voltamos de vez em quando a ela para relembrar princípios que não perderam a actualidade e espantarmo-nos com as referências a conceitos que continuam a orientar o processo criativo:
"Causas que prejudicam a imaginação criadora"
- Auto-desencorajamento
- Rigidez mental
- Falta de uma finalidade
- Educação demasiado restritiva
- Ideias feitas
- Crítica prematura
"Desenvolvimento da imaginação criadora"
- Experiência
- Contactos pessoais
- Jogos
- Leitura, viagens, visitas a museus
Brainstorming: "para provocar o aparecimento ou aperfeiçoamento de ideias, pode cada um fazer a si próprio perguntas como esta, quando tenham cabimento"
- Como? Onde? Quando? Para quê? Que se deve fazer exactamente? Porque? E se fosse mais? Haverá outro? Para que mais servirá isto? Com que se parece? Mudar de forma? Aumentar? Diminuir? Fazer o contrário? Isto em vez disso?

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quinta-feira, março 01, 2007

Meeting kit


Depois vos diremos os resultados da reunião.
Entretanto, para fazer um update das ocorrências aqui em Santa Justa:
- Já temos janelas novas. Ao fim de quase três anos a clamar por elas, finalmente já não venta nem nos chove cá dentro quando a intempérie é forte. É caso para lançar mão de uns quantos provérbios, tão da nossa estima, e dizer que quem espera sempre alcança e água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O mais caricato é que o senhorio aparentemente não mudava as janelas por receio de que um gabinete de arquitectura nosso vizinho de baixo o processasse por destruir património arquitectónico da Baixa pombalina, isto enquanto a água se ia infiltrando e literalmente destruindo o imóvel. Um caso de fundamentalismo que se resolveu por si mesmo quando os vizinhos em boa hora se mudaram.
- A chegada iminente da Primavera coincide com uma abençoada ebulição criativa. Para breve as novidades, que se esperam grandes.

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quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Nº 13


Houve alturas em que largámos os pássaros que tínhamos na mão para tentar agarrar os que voavam. Será que fizemos bem? A esta altura ainda não sabemos a resposta a esta pergunta nem se já chegou ou até passou a altura para fazer tal contabilidade. Será grave, doutor?

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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Calling all illustrators



Calling all illustrators to participate on a multidisciplinary set of unimportant and kind of important projects.

We offer:
- Challenging creative direction
- Respect for your own will

What do you have to give?

Browse around to check what we have been doing.

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quinta-feira, janeiro 18, 2007

Vassouraria Esperança



Por aqui andamos a pôr a casa em ordem. A desencaixotar passados para lhes dar melhor poiso, a espanar o presente, que não se quer empoeirado. E assim vamos dando de caras com muitas coisas que se fizeram ao longo dos anos. Nos próximos tempos, a secção de Portfolio aqui mesmo ao lado vai engordar consideravelmente. Vocês nos dirão se gostaram de ver todos essas coisas trazidas de novo à luz do dia. Nós gostamos de olhar de vez em quando para trás e apanhar as pontas que ficaram caídas.

História das vassouras (EUA)

Vassouraria da Esperança
Fundada em 1923
Fabrico especial de escovas, vassouras, pincelaria e rolos de pintura
Av. D. Carlos I, 98, Lisboa
213 962 627

» O que é nacional é bom

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segunda-feira, outubro 02, 2006

Cooperativa oficina de tecelagem de Mértola


Lã cardada pronta a fiar e já no fuso


Tear com a teia montada e alforge de lã com "pés de galinha" bordados

A nossa mais recente ida a Mértola - por conta de uma cada vez mais deliciosa Rota dos Aromas, da qual em breve daremos mais notícia - trouxe-nos uma agradável surpresa. Fomos desafiadas a elaborar uma estratégia de dinamização para a Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Esta Cooperativa data dos anos 70, quando Mértola enveredou pelo rumo que ainda hoje a caracteriza. A par dos núcleos museológicos, a tecelagem é o mais carismático projecto destes tempos, uma espécie de jóia da coroa, agora ameaçada. Nesta cooperativa se produzem as tradicionais mantas de lã alentejanas. O material exclusivamente utilizado é lã virgem, preferencialmente proveniente de tosquia manual (já que a tosquia mecânica queima parte da lã devido ao aquecimento da máquina). Esta lã percorre depois um percurso inimaginavelmente moroso até chegar ao tear. Como gentilmente nos explicaram D. Adélia e as duas D. Helena, depois de obtido o velo (a lã tal como sai da ovelha), ele é levado para o rio para ser limpo. É lavado em cestas colocadas dentro de panelões, com água previamente aquecida mas que não pode ferver. Enxaguado em água fria corrente, coloca-se depois ao sol para secar. A lã é então batida com uma vara, para "abrir". Segue-se uma operação manual de limpeza, para retirar todas as impurezas. Para que ganhe "fio" (elasticidade), acrescenta-se uns pingos de azeite antes de se proceder à cardação. Uma vez cardada, a lã está pronta para ir à roda de fiar, onde as mãos experientes da D. Vitorina conseguem obter todo o tipo de fio necessário para os diferentes trabalhos. Feita a meada, num instrumento chamado sarilho, lava-se ainda a lã com sabão azul e branco para lhe retirar o azeite. Só neste momento está pronta para fazer novelos e ir depois para o tear. A operação de tecelagem pareceu-nos tão complexa que nem uma descrição capaz conseguimos dar. O que é certo é que dali saem peças lindíssimas, reproduzindo padrões tradicionais também encontrados na tecelagem do Norte de África.
Talvez dê para perceber pela extensão do post o entusiasmo que este projecto nos traz. O risco iminente do desaparecimento desta arte é motivação adicional para nos deitarmos ao trabalho. A ver vamos se os apoios e financiamentos necessários chegam. Pela nossa parte, dificilmente poderíamos ter recebido mais tentadora proposta de trabalho.

» O que é nacional é bom

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segunda-feira, novembro 21, 2005

Papel com história



"Papel com história" é uma iniciativa da Evatrai. Uma campanha de reutilização de papel em que quem assim o entender nos entrega papel utilizado somente de um dos lados e nós o transformamos em material didáctico de distribuição ainda por definir. Procuramos todos os papéis com uma história para contar: brancos, coloridos, lisos, texturados, manuscritos, impressos, amarrotados, finos, espessos e tudo o mais que ainda nem conseguimos imaginar. (Quem quiser colaborar, pode enviar-nos um mail ou ligar para 21 342 05 99/96 892 31 57/91 434 62 71)

"Paper with a past" is a project from Evatrai. A paper re-utilisation campaign that will transform any [paper already used in just one side] you send us in pedagogical material. We are looking for any paper with a past: white, coloured, smooth, rough, printed, handwritten, thin, thick and everything else we can not even imagine yet. (If you want to participate, send us a mail or call +351 21 342 05 99, +351 96 892 31 57 or +351 91 434 62 71)

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